O cenário corporativo brasileiro vive uma transformação profunda, na qual o compromisso com responsabilidade social deixa de ser diferencial para se tornar padrão.
As empresas de capital aberto encontram no Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE B3) um termômetro fundamental para orientar suas estratégias, focando em práticas ESG (Ambiental, Social e Governança) cada vez mais robustas.
Em 2025, o ISE B3 agrupa 82 empresas distribuídas em 40 setores, refletindo um mercado atento a impacto positivo no planeta e à gestão de riscos reputacionais.
O setor de energia sobressai, com 16 companhias no índice, incluindo Engie Brasil, Vibra Energia, Eletrobras, Cemig, Neoenergia, Raízen e, pela primeira vez, a Equatorial ON.
Essa predominância reforça a necessidade de investimentos em energias renováveis e de políticas que envolvam comunidades locais, gerando emprego e renda.
Para integrar e permanecer no ISE B3, as empresas devem cumprir critérios rigorosos, combinando indicadores quantitativos e qualitativos. Entre os requisitos principais estão:
Esses critérios estimulam uma gestão de capital humano mais inclusiva, com foco em diversidade e segurança, além de mudança do clima e inovação de modelos de negócio.
O salto da Isa Energia Brasil, que subiu 17 posições em 2025, ilustra como iniciativas de diversidade, redução de emissões e programas sociais privados podem impulsionar resultados.
Engie Brasil, presença constante no índice há duas décadas, investiu R$ 9,7 bilhões em 2024 em projetos solares, eólicos e de transmissão, com evidentes efeitos sociais em regiões periféricas.
Além dos gigantes de energia, empresas de outros setores apresentam iniciativas de destaque:
Esses exemplos demonstram como abordar a sustentabilidade de forma holística, alinhando resultados financeiros e impacto positivo.
O primeiro ranking Caliber ESG, que analisou mais de 50% das empresas do ISE B3, apontou o top 5:
Outras companhias frequentemente citadas são Ambev, Arezzo, Bradesco, Cemig, Fleury, Magalu, Suzano e TIM, evidenciando um grupo diverso empenhado em práticas responsáveis.
O futuro do mercado de capitais no Brasil aponta para uma intensificação de temas essenciais:
A transparência em governança e a saúde e segurança dos trabalhadores permanecem no centro das discussões, reforçando a importância de relatórios e indicadores públicos.
Não basta executar ações: é crucial medir a recepção do público. Pesquisas de opinião segmentadas por idade, gênero e região avaliam a reputação das empresas e o grau de confiança dos consumidores e investidores.
O engajamento das partes interessadas e o monitoramento em tempo real, como faz o ranking Caliber, definem um modelo dinâmico de avaliação, capaz de ajustar estratégias e expandir resultados.
O fortalecimento das práticas sociais e ambientais das empresas listadas na B3 reflete um movimento irreversível rumo a um mercado mais ético e sustentável.
O ISE B3 não apenas mensura desempenho, mas inspira organizações a repensar suas operações, valorizando o capital humano, preservando o meio ambiente e gerando desenvolvimento para toda a cadeia produtiva.
Em um mundo marcado por desafios climáticos e sociais, as empresas brasileiras mostram que é possível unir lucro e benefício socioambiental, construindo um legado positivo para as gerações futuras.
Referências